20.3.07
fim
fui caminhando por caminhos brandos. suavizei muitas vezes a memória da dor. outras lembrei do mal apenas o amor que, por sorte, os deuses permitiram.
depois cansei. como cansam os velhos. não uso anti rugas. tenho espelhos. sei a vida que passou fora e dentro de mim.
a beleza da paz que às vezes me trazia aqui: rios, aromas, pão quente, avô, aves e terra, esvaíram-se no tempo.
há defiladeiros no caminho. desses não vou falar porque estrangulam. cercam. inibem a respiração e a palavra. esses vou percorrê-los sozinha.
ninguém tem mais direito à dor que o dolorido. e o direito a privar os outros do espectáculo de a ver.
vou-me por entre rochas sem sentires.
com um sorriso trágico, ao meu jeito, digo daqui à minha nova amiga:
- obrigada dor, por me seguires!
(persegue-me, encaro-a, deito-lhe a língua de fora tal menina de outros tempos)
sigo-te noutros caminhos
boa noite mana, bejes
mas da dor não gosto dela em mim nem nos outros, e em ti não gosto de vêr
sigo-te calada, acompanho-te e se precisares de algo estou próxima
:)
Gostei do blog.
Beijos de chocolate.
Sabes como gosto de te ler (comento muito pouco) e por tal te procurarei...
Arranja disposição e tempo e agenda uma ida a Alvito a 21 de Abril para confraternizares no 2º Encontro de Blogs.
Beijos
Então, vou desviar-me da dor para seguir pela "vida morte & cª"...
é enorme a saudade daqui...por isso volto sempre a lêr...lêr...lêr
e não esgota-me a vontade de voltar.
beijos
della
<< Home

Esta obra está¡ licenciada sob uma Licença Creative Commons.




