de Stefan Duncan Gallery

11.10.06

caminho de tábuas

donnie mackay

o caminho de tábuas que encontrei vai dar a uma casa.

uma casa que não vai dar a parte nenhuma, como todas as casas.

as casas fecham os caminhos. são o fim, não o início ou caminho para nada. as casas envolvem protegem até, mas fecham-se sempre sobre nós. fecham o mundo lá fora.

é cá fora que estou. cá fora, livre de todas as casas onde morei e deixei rasto. cá fora. livre de cimento armado sobre a alma.

tenho a alma à solta como um pássadro que sabe voar. não um canário. nunca um canário.

o meu adn ficou em tantas casas já, que moro nelas todas sem que me vejam lá. é engraçado pensar nisso agora que não tenho casa, só ar e verde e rio e aves soltas. é engraçado pensar que somos um rasto deixado em outras vidas que habitarão as casas que deixámos.

há tanta coisa engraçada sobre as casas que se vê cá de fora, só mesmo cá de fora e, sobretudo, se não se tem a mínima intenção de entrar.

Comments:
Não sei quem podes ser...
Tu sabes quem eu sou.
Falamos a mesma linguagem plástica.
Na escrita falamos de caminhos...
que percorremos, ou não.
Vivo no campo, sem nada em redor,longe da poluição e dos ruidos, escuto apenas para alem do silencio, os sons de teu Blog, que são os meus sons reais de todos os dias.
Por isso fiquei encantado por alguem ter sensibilidade igual á minha, como podia então zangar-me com a questão das fotos.
Obrigado
Volta e podes deixar, se quizeres, a tua oculta face.
 
há casas, porém ,que não tinham portas nem janelas

eram casas

porque assim se convencionou

quando os pássaros começaram a habitá.las tornaram.se gaiolas

e o sol fugiu

e nasceu a noite



_____________no dia____________

em que decidiste não entrar

___________________________________________________________________________________________________________ não era nada disto que queria escrever ,mas estupidifiquei_________________________________________________________deixo.te beijos___________________________________________e uma maçã golden!!!!
 
eu decidi, no dia em que me apercebi que estava fechada em casa, deixar que o meu espírito fugisse. a partir desse momento, nunca mais fiquei presa.

adorei o teu texto!!!!!

beijos enormes!!!
 
Estou e ninguém me vê...
Ninguém me vê porque eu não estou!

Até outro intante...
 
Gostei muito do teu pensamento...pode aplicar-se a diversas situações da vida~e á propria vida se substituirmos a palavra casa por outras palavras!!!!

Gostei muito!

Um beijinho para ti!
 
weguinha

a casa que nasci vive ainda dentro de mim...
sem sofrimento. acho.

della
 
sabes qual a última casa onde entrei?
.
.
.
adivinha!!!!
.
.
entrei e fiquei
.
e tenho voltado
e voltarei
....................
eterna mente
um blog a fingir que é
vida de papel
....................
conheces?
 
dá muito para pensar esta teu teixto
mas com tudo isto gostei
beijos
 
Saltei de um blog do brasil para este e não me arreendi.

Gosto dos sons.
 
Ainda estou a pensar no 'nunca um canário'...
..
Voltarei depois.

Um abraço desassossegado para ti **
 
Bom fim de semana
 
Estás muito mais perto do que pensas da tua forma de sentir...nos sítios onde vivemos ficam normalmente formas de energia geradas por aquilo que irradiamos, quer no mau ou bom sentido...

Doce beijo
 
Obrigada a todos, não tenho tyido muito tempo nem cabeça para visitas, pelo que peço desculpa. Para a semana creio que isto estará mais sereno. Aí porei as visitas tds enm dia. :) Bjs
 
Caminhos, obrigada mais uma vez, agora não só pelas fotos.

Qd te visitar terei muito gosto em apresentar-me já que sei o teu nome, mas o meu não te dirá nada por certo. até lá bfs e Bj
 
Estás muito mais perto do que pensas da tua forma de sentir...

Meu caro Alquimista, este teu comentário é no mínimo intrigante.

Então eu serei uma adolescente que escreve sem pensar? Sem saber do que fala? Escreve só por impressão afectiva?

Foi lapso gramatical não foi?

;)

Beijo e obrigada.
 
Como sempre é um prazer ler-te mas assusta-me essa visão claustrfóbica da casa. Para mim casa é protecção. Estar cá fora, óptimo, mas sempre com vontade de entrar. **
 
Vida de vidro, minha querida, a casa como aliás já foi dito acima e, quanto a mim bem, num comentário, não tem de ser só a nossa habitação. Mas tb o pode ser. Depende de como e onde a olhas.

Bjs e Curte o teu "abrigo".

:)
 
volta sempre

curioso o teu blog
 
E esse rasto nos acompanha... e, de certa forma, misturado aos rastos outros, interferem no rumo dos passantes... e esse rasto, o nosso, sem nos darmos por isso, misturado aos outros rastos, é também afetado... a teia da vida é também um emaranhado de rastos, penso.
Um abraço fraterno.
batista filho
 
Querida "Comadre" agradeço a visita e as palavras.
Quanto ao das Migas não "pagava a renda" finou-se entretanto.
Quanto ao poema o que transmito é que não faz sentido viver sem amar, seja público, ou escondido. Quanto a face oculta referia-me a que os meus 2 Blog e a página estão identificadas, logo "o meu eu" é do conhecimento geral enquanto os outros Blog não conhecemos os autores.
Beijos
cada vez estou mais perto...
obrigado e Bom fim de semana.
 
é verdade
e algumas tem tantas histórias, ... se falassem...

gostei muito

:)
 
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