de Stefan Duncan Gallery

28.9.06

a pedra. o rio.

Saul Santos Diaz
a pedra:


pedra no charco da minha vida

foste

pedra angular da construção

de mim

grito inaudível a outros

ouvidos

silêncio-beijo onde eu quis

amor

dentro da vida ou fora dela



és o presente do que não tem

fim.


J.J. André

o rio:


fora de tempo me surgiste

tu

voz saída de um corpo frio

marmóreo

a pedra estoirou só de te ouvir

coração

pedra, o meu estoirou

também

e assim foi desde princípio

a fim

sem outro consolo que ser-te eu

a mãe.

homem partido na dor de te ter

sem poder

ter sem ter amar sem corpo

alma

a fingir fria calma

onde geraste um vulcão de

dor.


*

- meu amor!

- meu amor!


Comments:
Beijo, ama...

Kiss, até outro instante!
 
só a mãe sabe
.
.
.
[todavia]
.
.
o filho também

um beijo ,Amiga ,e boa noite

( estou na hora séria )
 
weg

cala-me pela segunda vez.

beijos carinhosos
della
 
...mãe.agora sei porque a amo.
 
Belissimo...Li...reli....
Emocionei-me!
Bjs
 
também li e reli
também gostei muito!
 
atão ,melhêre?
deu.te outra vez a secura?

olha que a minha rã ainda fica sem charco!!!!!!

bêjes e bfds
 
O coração doce e incondicional de Mãe, bem presente neste delicioso texto e bem acompanhado pela representação de estágios evolutivos na ondulação da foto.
Melhor cereja para um topo, era difícil… O corpo marmóreo, já era…

Grande abraço.
 
Obrigada a todos.

Cada leitura, por mais alheia que pareça à intenção inicial do autor, enriquece-a.

Tinha experimentado isso no teatro , alegra-me reencontrar essa riqueza aqui.

Bem Hajam!

BFS.

:)
 
tudo disseste e de um modo lindo em palavras bem usadas e colocadas

:)
 
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