de Stefan Duncan Gallery

12.9.06

margem de todos os rios.

Andy Freeberg

a minha cabeça sabe todas as águas. passam pelo meu corpo-pedra os rios do mundo e é na minha alma que vêm desaguar. tenho por dentro um mar.
avós? uns da terra outros do monstro oceano.


at pixiport
água.

como não ter-lhe a tranparência no olhar de tanto a fixar, corrente sobre pedras buriladas? como esquecer-lhe o som, a frescura, as histórias que murmura ao passar?

Alfred Moton

todos os rios que vi e mais os que não vi, me molham me moldam, me acometem em enchente, se é inverno. todos! até aquele pôr de sol no Nilo que talvez nunca veja, me comove.

hoje não penso mais que em paz e água. duas palavras-conteúdo que tendem a findar.

e há ainda aquele rio. o rio. azul. único.

rio onde a minha vida corre no meio a tantas outras mas, por ser minha, diferente e trágica. beleza de passados que não voltam nem morrem porque nada morre.

sei mais da morte do que sei da vida. eu e água.

quem findará primeiro? ficarei pedra margem parada na berma de um leito já vazio e seco. mas a minha vida há-de evaporar-se, lenta, suavemente sem saber ao que vai. como as nuvens brancas que os rios formam no verão.

terei um final branco sobre o meu rio azul.


By Alfredo


Comments:
não quero escrever "eu também sei mais da morte" por isso faço gesto de apagar as letras e rescrevo "sei mais do silêncio". Só não é à beira da água. nem será branco.

Boa tarde para ti **
 
Rio e margens, num abraço interminável, sem que possa saber-se se é o rio que deseja ser abraçado, se as margens que o querem abraçar. Talvez haja uma vontade cúmplice que os torna prisioneiros um do outro, permanecendo assim entre murmúrios e caricias, sem sequer terem de se atormentar com um beijo de despedida. Ali estarão sempre, amando-se, intensamente, até á eternidade...


Um beijo...
 
se eu tiver um final branco
que me vistas de outra cor;
quero que enxugues o pranto
rio que corres por amor...


Legível/Alberto Oliveira.
 
Até ao final, seja de cor for, ainda rolará muita vida, por esse rio, por esse mar...amar e mais amar...
Dorme bem!
Bjs
 
weg


morrer também no mar...seria doce morrer no mar , ou num mar de amor...

descansa bem doce amiga

beijos

della
 
Teresa, que melhor há que branco? só a transparência (a alma) :) Bj
 
frog, bonito tudo o que disseste. Discordo apenas da palavra prisioneiros. Um rio segue para um mar não aprisiona nada nem niguém, abre, liberta.

:) Bj
 
Del, um sorriso para ti.

Morrer, apenas.

Bj.
 
Legível/Alberto, Lindo. Muito obrigada.

:) Bj
 
Girassol, há-de rolar sim, esperemos que despoluída.

:) Bj
 
Ah! Não me referia nem a melhor nem a pior! Longe de tal...

(pensava como seria a minha e só via tudo negro....)

Boa noite para ti... predadora :P
 
há tanto mar e é tão bom sentar.me e beber cada uma das tuas palavras
.
.
.
o signo comove.me
.
.
e ,nos sons que vou encontrando ,aqui ,sinto a minha adultez em revolta consumida
.
um beijo ,(por ora! ) de caminho
 
Obrigada, al-jib. Vai voltando. Deita a revolta à água, o rio leva-a sem a adormecer.

Beijo. :)
 
um final branco, esperança acima de tudo
sim e o teu rio azul

:)
 
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